Desde jovem, Yeline Lizbeth Patiño se sente atraída por veículos motorizados.
O auge dessa paixão se deu quando Yeline, enfermeira e cantora residente em Bogotá (Itália), conheceu um ônibus articulado vermelho da linha 60. Foi amor à primeira vista. Tanto amor acabou progredindo ao ponto de Yeline, de 35 anos, casar-se com um ônibus. Qualquer ônibus articulado que esteja operando nessa linha torna-se o objeto do seu amor.
A relação é tão forte que Yeline arrumou um emprego de faxineira para estar perto dos ônibus. Quando alguém quebrou uma porta do "seu" F60, ela confrontou o responsável — algo que descreve como um "dever de namorada". Como "prova de amor", Yeline tatuou a frente do ônibus e "F60". Trata-se de uma caso de mecanofilia (parafilia que consiste na atração sexual ou afetiva por máquinas e objetos mecânicos, como carros, motocicletas, bicicletas, aviões ou até mesmo aparelhos eletrônicos).
"Por meio da minha mecanofilia, percebo que um ônibus assume uma identidade distinta", afirmou ela ao site "Creatorzine". "E é essa entidade específica que eu amo: o ônibus articulado do TransMilenio quando está fazendo a linha 60", emendou ela.
Yeline tem histórico de mecanofilia. O primeiro objeto de amor foi um ônibus intermunicipal da Trans Sandoná, de número 2200, que fazia o trajeto entre San Pablo e Pasto. "Meu amor era profundo e genuíno", garantiu ela. "Eu chorava por ele e lhe escrevia cartas", completou a colombiana. O TransMilenio foi inaugurado em Bogotá no ano 2000. Quando Yeline viu a frota vermelha pela televisão, ela ficou encantada. Sentiu que surgia um novo amor.
A enfermeira fez até cerimônia de casamento com o amor vermelho, em 2024 — com direito a vestido branco e buquê —, e tem "documento" que comprova a união.